TEXTOS DE E SOBRE MAQUIAVEL
|
|
CONJUNTO DE TEXTOS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE POLÍTICA E ÉTICA - Estes textos se originaram a partir de um artigo de jornal do filósofo brasileiro José Arthur Giannotti (Prof. de filosofia da USP). Este texto suscitou uma polêmica por causa de afirmações como esta:"Por isso, se um indivíduo só vem a ser político mediante uma votação, não existiria política se os políticos não tratassem de vencer eleições, usando recursos disponíveis, inclusive manipulando as indecisões e falhas do regulamento. A efetivação de qualquer jogo competitivo sempre requer um espaço de tolerância para certas faltas." Intelectuais e jornalistas como Marilena Chauí, Maria Sylvia Carvalho Franco, Clóvis Rossi escreveram artigos criticando este texto de Giannoti gerando respostas do mesmo. Seguem abaixo os textos sendo o primeiro o do próprio Giannotti que gerou toda a polêmica. Download de todos os textos compactados em zip e extensão html ABAIXO CADA UM DOS TEXTOS PARTICIPANTES DA POLÊMICA:
1. Acusar o inimigo de imoral é arma política, instrumento para anular o ser político do adversário
- Arthur Giannoti - artigo que gerou toda a polêmica: "No Brasil, tempos atrás, era possível aceitar um político que roubava mas fazia. Graças à melhoria de nossa democracia isso não é mais possível. Cada vez mais tendemos a aceitar a regra de que o político, devendo se aventurar na zona da amoralidade, pague quando ultrapasse os limites sociais da tolerância." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 17/05/2001)
2. Acerca da moralidade pública - Marilena Chauí - crítica ao texto citado de Giannotti: "Qual o equívoco de Giannotti? Confundir a indeterminação própria da ação política com uma suposta indefinição de suas regras e deixar nas mãos do governante uma definição nômade, que varia segundo seus interesses. Por outro lado, ao desqualificar os partidos políticos e a imprensa, Giannotti desqualifica politicamente algo mais profundo: a sociedade civil e o conjunto dos cidadãos. Se é o governante quem diz o que é moral, o que é imoral e o que é amoral na política, se é ele quem nos diz o que é e o que não é tolerável, resta indagar por que Giannotti coloca o totalitarismo como ameaça futura, vinda das oposições e da imprensa." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24/05/2001)
3. Para a virtuosa Marilena - José Arthur Giannotti - responde ao artigo da profª Marilena Chauí (acima): "Marilena passa a enunciar vários institutos aos quais, segundo ela, recuso o direito de exercer essa função. E daí conclui ser meu equívoco ‘confundir a indeterminação própria da ação política com a suposta indefinição de suas regras e deixar nas mãos do governante uma definição nômade, que varia segundo seus interesses’. Essa é conclusão que merece severos reparos, pois me transforma, digamos cruamente, num puxa-saco do poder instituído presente ou futuro. Pergunto: não estando inscrita nas premissas de meu argumento, essa conclusão é moral ou política? É de esperar que minha argumentação seja mais refinada."
(Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24/05/2001)
4. Amigo e inimigo na luta política - Maria Sylvia Carvalho Franco: "Em manifestações recentes, José Arthur Giannotti enunciou sua doutrina sobre a vida pública, postulando a amoralidade, a mentira do poderoso, a manipulação das instituições, concebendo a política como guerra e seus atos como saque, vindicando alianças injustificáveis, reduzindo o juízo moral a arma para acuar o adversário. Toda essa teia é perpassada pela concepção de que o positivo, aquilo que é, deve ser. Entretanto, se a política não é uma associação de santos, não resulta que deva ser uma disputa entre malfeitores ou ter vocação para a ditadura." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 03/06/2001)
5. O vetusto besteirol oficial - Maria Sylvia Carvalho Franco: "Em suma: ou Giannotti usou conceitos que desconhece e cuja constelação política e histórica ignora ou os submeteu à sua lavanderia e, nesse caso, não pode escapar ao ônus das posições que endossa, não pode simplesmente substituí-los por quaisquer outros pares antitéticos, como se fossem matéria de somenos importância. Nenhuma das duas posições insciência ou irresponsabilidade ilustra nem mesmo um jovem e inexperiente aprendiz, quanto mais um emérito professor de filosofia." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 01/07/2001)
6. Gotas de Racionalidade - José Arthur Giannotti - responde ao texto acima de Maria Sylvia Carvalho Franco: "Sabemos que sempre foram complicadas as relações entre moral e política. Mas não é preciso escrever um besteirol sobre a amizade na Grécia Antiga para entender a dificuldade. Pelo contrário, convém deixar a política grega no seu lugar, quando o corpo político ainda não estava cindido, e tratar de compreender o modo pelo qual a política se faz hoje em dia enfrentando a luta radical que o atravessa. Importa reconhecer essa fenda, seja qual for a expressão dual pela qual a designamos "proletários e burgueses", "amigos e inimigos" e assim por diante e a partir dela examinar como os atores, cujas ações podem levar à concórdia ou à guerra, devam ser julgados do ponto de vista moral." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 01/06/2001)
7. Os filhos de Maluf - Clóvis Rossi: "No fundo, esse tipo de raciocínio sempre me pareceu filho de Paulo Maluf e de sua famosa tese do "estupra, mas não mata". A sabedoria convencional diz que ser estuprado(a) é melhor que ser estuprado(a) e morto(a). Não sei se as vítimas concordarão ou não, mas, mesmo assim, não creio que seja razoável escapar com vida de um estupro e ver nisso um motivo para comemorações." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18/05/2001)
8. A marcha da insensatez - Luís Nassif : "O filósofo José Arthur Giannotti espantou-se com o irracionalismo que tomou conta da discussão política. A catarse, o clima de linchamento domina até intelectuais orgânicos, habituados a pensar, diz ele. No entanto as raízes dessa crise de irracionalidade, de ódio cego e meio sem rumo, foram plantadas pelo próprio FHC, especialmente nos anos de 1998 e 1999." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 25/05/2001)
9. Moralidade e senso comum - Rogério Cezar de Cerqueira Leite: "Se o sr. Giannotti tivesse defendido o presidente Fernando Henrique porque lhe é fiel, porque é seu amigo, então eu estaria disposto a elogiar-lhe a imensa coragem. Mas esconder-se atrás de um argumento pseudofilosófico sem ter coragem de tornar explícito o seu propósito me parece acovardado, para dizer o menos." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 22/24/07/2001)
10. Moralismo e política - Luís Nassif: "Nos últimos dias pegou fogo a discussão sobre moral e política, provocada por artigo do filósofo José Arthur Giannotti. No entanto o tema é relevante para reflexões adequadas sobre o que esperar do futuro da política, do direito e do jornalismo. filósofo não defende os atos imorais, os crimes, as reportagens passíveis de punição penal. Ele fala acerca de uma zona cinzenta, de amoralidade, praticada por todos os partidos indistintamente." (Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 01/06/2001)
|
Peça Teatral "A Mandrágora" - Comédia Teatral de Maquiavel na íntegra em português. (Fonte: Site SUBCULTURA)
|
|
|
|
CONJUNTO DE 4 TEXTOS SOBRE MAQUIAVEL OU QUE GUARDAM REFERÊNCIAS COM O PENSAMENTO MAQUIAVELIANO - Fazem parte deste conjunto os seguintes textos: O bom cidadão no regime republicano, Entrevista com o sociólogo José de Souza Martins, O governo misto, Elogio ao conflito, Multidão e Conselheiros. A entrevista do sociólogo citado guarda relação com o pensamento de Maquiavel na medida em que Maquiavel propõe que o cidadão seja afeiçoado não a figura do governante mas às leis. E nós diríamos aos seus direitos, ao projeto político. |
|
|
INTELECTUAIS COM A PROFESSORA MARILENA CHAUÍ DIZEM QUE LULA É O OPOSTO DO ANTI-MESSIAS - No conjunto de textos do item anterior há um texto com entrevista de José de Souza Martins que afirma que com Lula há o retorno do messianismo. Neste item intelectuais, como Marilena Chauí, criticam esta visão negando o messianismo com a presidência do Lula. |
|
|
TEXTOS DE MAQUIAVEL QUE EXPRESSAM O SEU IDEAL REPUBLICANO - OBSERVAÇÃO: Os títulos e subtítulos não fazem parte dos textos originais. Foram acrescentados por motivos didáticos. O Amor à liberdade - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio", II, 2º: "Compreende-se a razão disso: não é o interesse particular que faz a grandeza dos Estados; mas o interesse coletivo. E é evidente que o interesse comum só é respeitado nas repúblicas: tudo o que pode trazer vantagem geral é nelas conseguido sem obstáculos." Acusação à tirania - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio", I, 10º: "Os fundadores de uma república ou de um reino são dignos de elogio, tanto quanto merecem recriminação os que fundam uma tirania" O apoio do povo - Do Livro: "O Príncipe", IX: "... quem se tornar um príncipe pelo favor do povo deve manter sua amizade - o que não lhe será difícil, pois a única coisa que o povo pede é não ser oprimido. Mas aquele que chega ao poder apoiado pelos nobres, contra os desejos do povo, deve acima de tudo procurar conquistar a amizade deste - o que conseguirá facilmente, se o proteger." O direito de acusação pública - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio", I, 7º: "Como o direito de acusação pública é necessário para manter a liberdade numa república." Os conflitos na República - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio", I, 4º: "... em todos os governos duas fontes de oposição: os interesses do povo e os da classe aristocrática. Todas as leis para proteger a liberdade nascem da sua desunião, como prova o que aconteceu em Roma, onde, durante os trezentos anos e mais que transcorreram entre os Tarquínio e os Graco, as, desordens havidas produziram poucos exilados, e mais raramente ainda fizeram correr o sangue." A observância da lei - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio", I, 4º: "Não observar uma lei é dar mau exemplo, sobretudo quando quem a desrespeita é o seu autor; é muito perigoso para os governantes repetir a cada dia novas ofensas à ordem pública." O que o povo deseja - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio I, 16º: "São verdadeiramente infelizes os príncipes que, tendo a multidão como inimiga, são, obrigados a usar meios extraordinários para afirmar seu poder. De fato, aquele que só tem um pequeno o número de inimigos pode viver seguro sem muita preocupação; mas quem é objeto do ódio geral nunca pode ter certeza de qualquer cosia. Quanto maior crueldade demonstra, mas se enfraquece seu poder. O caminho mais seguro é, portanto, procurar ganhar a afeição do povo." A sabedoria do povo - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio", I, 58º: "Um povo que tem o poder, sob o império de uma boa Constituição, será tão estável, prudente e grato quanto um príncipe. Poderá sê-lo mais ainda do que o príncipe, reputado pela sua sabedoria. Por outro lado, um príncipe que se liberou do jugo das leis será mais ingrato, inconstante e imprudente do que o povo. A diferença que se pode observar na conduta de um e de outro não vem do caráter - semelhante em todos os homens, e melhor no povo; provém do respeito às leis sob as quais vivem, que pode ser mais ou menos profundo." |
Agir de acordo com as necessidades do momento - Do Livro: "O príncipe, XXV: "Creio que isso se deve em primeiro lugar às razões que já discutimos amplamente; isto é: o príncipe que baseia seu poder inteiramente na sorte se arruína quando esta muda. Acredito também que é feliz quem age de acordo com as necessidades do seu tempo, e da mesma forma é infeliz quem age opondo-se ao que o seu tempo exige." |
|
O Bem público - Do Livro: "É por assim dizer uma regra geral a de que as repúblicas e os reinos que não receberam as suas leis de um único legislador, ao serem fundados ou durante alguma reforma fundamental que se tenha feito, não possam ser bem organizados. É necessário que um só homem imprima a forma e o espírito do qual depende a organização do Estado." |
|
A conquista do poder pelo crime - Do livro "O príncipe", VIII: "Creio que a diferença reside no uso adequado ou não da crueldade. No primeiro caso, estão aqueles que a usaram bem (se é que se pode qualificar um mal com a palavra bem), uma só vez, com o objetivo de se garantir, e que depois não persistiram nela, mas, ao contrário, a substituíram por medidas tão benéficas a seus súditos quanto possível. As crueldades mal-empregadas são as que, sendo a princípio poucas, crescem com o tempo, em vez de diminuir." |
|
Exortação ao príncipe - Do livro "O príncipe", XXVI".. foi necessário que a Itália ficasse reduzida à sua condição atual - mais escravizada do que os hebreus, mais oprimida do que os persas, mais dispersa do que os atenienses; sem uma cabeça, sem ordem, batida, despojada, ferida, corrida, vítima de ruínas de todo tipo - para que se pudesse reconhecer a força de um gênio italiano." |
|
A lógica da força - Do livro "O príncipe", VI: "Porque, além do que já foi dito, a natureza dos povos é lábil: é fácil persuadi-los de uma coisa, mas é difícil que mantenham sua opinião. Por isso, convém ordenar tudo de modo que, quando lhes falte a crença, se lhes possa fazer crer pela força." |
|
A verdade efetiva dos fatos - Do livro "O príncipe", XV: "... se se refletir bem, será fácil perceber que certas qualidades que parecem virtudes levam à ruína, e outras que parecem vícios trazem como resultado o aumento da segurança e do bem-estar." |
|
O modelo do príncipe novo - Do livro "O príncipe", VII: "Como sabia [César Bórgia] que o rigor aplicado no passado tinha criado um certo ódio, a fim de purgar o espírito do povo e conquistar inteiramente sua lealdade decidiu mostrar que não era responsável pelas ações cruéis que tinham sido praticadas, atribuindo-as à dureza do governador. E na primeira oportunidade mandou matá-lo, cortá-lo pelo meio e colocá-lo, certa manhã, na praça pública de Cesena, tendo ao lado um pedaço de madeira e uma faca ensangüentada. A ferocidade do espetáculo causou espanto e satisfação ao povo." |
|
A natureza humana - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio II, 2º e do livro "O príncipe", XVII: "Como demonstram todos os que escreveram sobre política, bem como numerosos exemplos históricos, é necessário que quem estabelece a forma de um Estado, e promulga suas leis, parta do princípio de que todos os homens são maus, estando dispostos a agir com perversidade sempre que haja ocasião." ("Comentários...") . "Chegamos assim à questão do saber se é melhor ser amado do que temido. A resposta é que é preciso ser ao mesmo tempo amado e temido mas que, como isso é difícil, é muito mais seguro ser temido, se for preciso escolher".("O Príncipe") |
|
Um conceito latente: a razão de estado - Do Livro: "Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio II, 2º: "Quando é necessário deliberar sobre uma decisão da qual depende a salvação do Estado, não se deve deixar de agir por considerações de justiça ou injustiça, humanidade ou crueldade, glória ou ignomínia. Deve-se seguir o caminho que leva à salvação do Estado e à manutenção da sua liberdade, rejeitando-se tudo o mais." |
|
|
|
O Elogio ao conflito - Maria Lúcia de Arruda Aranha: "A característica inovadora da proposta maquiaveliana está no reconhecimento de que a política se faz a partir da conciliação de interesses divergentes, e o conflito é inerente à atividade social humana, o que supõe a moderna concepção de ordem, não mais hierárquica, mas que resulta do confronto." (Do livro: Maquiavel: a lógica da força, Ed. Moderna, 1993, pág. 72 e 73) |
|
|
O Bom Cidadão no Regime Republicano - Lídia Maria Rodrigo: "Ao contrário do que ocorre no principado, a educação para a cidadania no interior do regime republicano implica em levar o indivíduo a afeiçoar-se mais às leis e instituições do que à pessoa dos governantes e autoridades." (Maquiavel: Educação e Cidadania, Ed. Vozes, 2002, 83-89) |
|
|
Maquiavel - Prof. Marilena Chauí: "Por ter inaugurado a teoria moderna da lógica do poder como independente da religião, da ética e da ordem natural, Maquiavel só poderia ter sido visto como "maquiavélico". As palavras maquiavélico e maquiavelismo, criadas no século XVI e conservadas até hoje, exprimem o medo que se tem da política quando esta é simplesmente política, isto é, sem as máscaras da religião, da moral, da razão e da Natureza." (Do livro: Filosofia, Marilena Chauí, Ed. Ática, ano 2000, SP, pág. 200-204) |
|
|
O Príncipe - Obra de Maquiavel - Texto completo em linguagem HTML - Disponível no Site: http://www.jahr.org/nel/biblioteca/biblioteca.html
|
|
|
Considerações sobre a política de Maquiavel a partir da natureza humana - de José Alves de Freitas Neto (Pontifícia Universidade Católica - São Paulo, março de 1991) - Texto disponível no site: http://www.ceveh.com.br/biblioteca/teses/t-jf/jf-p-t-sumario.htm |
|
|
Mandrágora - Obra teatral de Maquiavel - Texto completo compactado em zip - Disponível no Site: http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/ita/ita_arquivos/ita_textos/ita000055.zip |
|
|
Maquiavel - por June Müller / Contextualização, o príncipe, Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio, Bibliografia |
|
|
Thomas More e Maquiavel- Teoria social e política no Renascimento - por Miguel Duclós / Trabalho originalmente feito para a cadeira de Introdução à Filosofia I- professor Renato Janine Ribeiro (No Site "Consciência Homepage"): "Procurei mostrar nesse trabalho as principais diferenças entre More e Maquiavel, além de procurar as evidências de que ambos não são autores a parte, mas estão ligados à sua época e ao movimento humanista. Nesse sentido, vimos porque se pode dizer que ambos "acertam contas" com o passado medieval, mas não totalmente de forma original ou sui generis. O Príncipe, de Maquiavel pertence ao gênero de espelho do príncipe, livros de conselhos para as monarquias, que ressurgiam com força. A Utopia de More pertence ao gênero das teorias sobre sociedade ideal, como é o caso de A república de Platão e A Cidade do Sol, de Campanella." |
|
|
El asunto de la razón de Estado en el Príncipe de Maquiavelo - de Arleison Arcos Rivas (arleison@starmedia.com) - Texto em espanhol: "A Maquiavelo no le interesa la definición nocional del Estado; le interesan los hechos que conforman el asunto político. No explica remitiéndose a la ciencia natural o a la teología o a la disertación filosófica: analiza la política como tal, con independencia de factores morales, aunque, como veremos, no los arrumba definitivamente. En Maquiavelo, la política es aquella forma del arte de gobernar cuyo objeto es la conducción, persuasión y dominio del hombre y sus pasiones. Tales pasiones, que considera intrínsecas a la experiencia humana, le llevan a pensar que los hombres siempre se comportan de igual manera y tienden por naturaleza a obrar el mal "a no ser que se le obligue a lo contrario". (Texto disponível no Site: http://www.geocities.com/CollegePark/Stadium/5166/Maquia.htm) |
|
|
Maquiavelo y el Maquiavelismo - de Juan Borrás - Texto em espanhol: "Quizás algún día nos hallaremos en condiciones de hacer justicia, tanto al vocablo como a la persona de Maquiavelo y a su intervención política" (F. Cardona.- Catedrático y Doctor en Historia). (Texto disponível no Site: http://www.guia-activ.com/artic/19990602jb.html) |