PSICANÁLISE DE JUNG X PSICANÁLISE DE FREUD

Luta de Classes na Psicanálise - " 'Freud contra Jung' simboliza a modernidade contra o falso obscurantismo pós-moderno. E, paradoxalmente, é o próprio 'essencialismo' de Jung que o expõe a flutuações políticas acidentais. No início dos anos 1930, quando Hitler chegou ao poder, Jung foi pró-nazista por um curto período: ele assumiu a presidência da Sociedade Alemã de Psicologia, para coordená-la com as exigências dos 'novos tempos'. Mais sinistra, porém, do que esse 'erro' talvez tenha sido a facilidade com que Jung mais tarde mudou sua posição e assumiu postura antinazista, usando basicamente os mesmos termos e conceitos por meio dos quais, anteriormente, tinha legitimado o nazismo." (Fonte: Jornal "Folha de São Paulo", Caderno mais, 07 de julho de 2002)


Textos sobre a psicanálise junguiana - No Jornal "Folha de São Paulo", de 08 de junho de 1991:

  • Quem foi Jung - "No início da década de 30, Jung e Freud rompem definitivamente, em função de divergências teóricas cada vez maiores." (Redação do Jornal "Folha de São Paulo")

  • Entrevista com Dieter Baumann, neto de C. G. Jung - "Diria que um dos grandes méritos de Jung foi o de ter reintroduzido no Ocidente o pensamento antinômico, já que, se alguém suporta os opostos em si mesmo, permanece consciente, e assim, serve à completude. Senão, a outra metade é projetada no inimigo, dando início às guerras. Jung diz que se alguém tem um conflito profundo, o importante é tentar participar dos dois polos do conflito, e assim lentamente poderá vir à tona um novo símbolo que os reunirá, ou estará acima ou abaixo dos dois polos." (Entrevista feita pelo psicanalista junguiano Luciano Colella )

  • Discípulas-amantes ajudaram a criar teoria - Nelson Blecher: "Foi graças ao relacionamento com as discípulas-amantes que Jung pôde tecer os fios do conceito de anima, o enigmático arquétipo que, se não for reconhecido, pode conduzir um homem de neuroses à perdição da loucura."

  • Analista diz que obra junguiana não é mística - Entrevista com o psicanalista Roberto Gambini: "Um dos pontos importantes é a concepção junguiana de que o inconsciente não é apenas um fenômeno pessoal, mas também coletivo e, portanto, que as pessoas são influenciadas por um conjunto de forças extremamente atuantes e imperceptíveis. Jung fez analises brilhantes do nazismo e da guerra, com um foco muito rico para se entender um momento de conflito através da constelação do inconsciente coletivo em determinados momentos, as polaridades ali ativadas etc. É um prisma até hoje pouco explorado por historiadores." (Entrevista feita por Nelson Blecher)

  • Símbolos da transformação provocou ruptura com Freud - Andrew Samuels (psicanalista junguiano): "Um dos pontos importantes é a concepção junguiana de que o inconsciente não é apenas um fenômeno pessoal, mas também coletivo e, portanto, que as pessoas são influenciadas por um conjunto de forças extremamente atuantes e imperceptíveis. Jung fez analises brilhantes do nazismo e da guerra, com um foco muito rico para se entender um momento de conflito através da constelação do inconsciente coletivo em determinados momentos, as polaridades ali ativadas etc. É um prisma até hoje pouco explorado por historiadores."

  • Livro apresenta o "parricídio" da psicanálise - Nelson Blecher: Resenha do livro "Amigos íntimos, rivais perigosos": "Com uma clareza estilística que torna a leitura tão agradável quanto a biografia de Freud escrita pelo biógrafo Peter Gay, o principal trunfo de "Amigos Íntimos, Rivais Perigosos", consiste justamente na preocupação de iluminar para o público leigo o processo de desintegração do relacionamento que, nos primeiros anos do século, uniu os dois monstros sagrados do movimento psicanalítico: o austríaco Sigmund Freud e seu "filho espiritual", o suíço Carl Gustav Jung."

  • Obras de Jung - Várias obras de Carl Gustav Jung